Dengue avança e MS está prestes a decretar epidemia, alerta gerente técnica da saúde

eunião com os secretários de saúde dos municípios para combate a dengue - Bruno Henrique/Correio do Estado
Secretaria de Saúde quer padronizar atendimento especializado contra à doença.

Prefeito Arlei Silva Barbosa acompanhado do secretário municipal de Saúde, Oliveira Borges, Coordenadora da Atenção Basica Emanuelli Lesmo de Souza e Fabiana Martins Amaral Viana – Fisioterapeuta e auxiliar tec. de planejamento interno da atenção básica participou da reunião com o Secretário Estadual de Saúde, Geraldo Resende, em busca de atendimento padronizado no atendimento especializado contra a dengue.

Com o avanço da dengue, a Secretaria de Estado de Saúde Mato Grosso do Sul (SES) já está buscando alternativas para se preparar contra uma próxima epidemia, segundo informou a gerente técnica de  influenza e vírus respiratórios da SES, Livia de Mello Almeida Maziero.

Segundo a especialista, existe uma preocupação nos casos de notificações e também de óbitos. “Temos grandes chances de decretar epidemia de dengue nos próximos dias. É um risco que nós corremos, é um alerta”, disse.

A doença causada pelo mosquito Aedes aegypti já fez 11 vítimas em menos de dois meses no Estado. A última morte registrada foi de um menino de nove anos.

De acordo com o Boletim Epidemiológico do Estado, os casos notificados de dengue, em 2020 (12.182), já ultrapassaram o total de casos em 2018 (10.765). Isso porque ainda estamos no início do segundo mês do ano. Em 2019 foram registrados 75.449 casos. O recorde de notificações foi em 2013, atingindo 99.748 casos registrados no Estado.

Segundo Maziero, a secretaria está propondo aos municípios uma padronização do manejo clínico dos pacientes em casos mais graves de dengue para melhorar o atendimento à população. “Muitas vezes, os profissionais da saúde estão atendendo pacientes com vários problemas ao mesmo tempo, e não conseguem fazer o manejo correto dos casos de dengue”, disse.

Para o secretário de saúde Geraldo Resende, o manejo clínico precisa ser bem executado. “Inclusive há uma resistência na classe médica que não segue os protocolos, precisamos entender que precisamos ter uma padronização, conforme o próprio Ministério da Saúde orienta. Estamos reforçando aos municípios fazerem seus mutirões de limpeza e colocar suas equipes a campo, porque não é normal, incomoda todos nós saber que em Mato Grosso do Sul onze pessoas vieram a óbito em janeiro e fevereiro desse ano e prenuncia superar o contitavivo de óbitos que tivemos no ano passado com uma doença que se combate com a colaboração de todos”, destacou Resende.

Um exemplo do modelo de manejo clínico já está funcionando em Corumbá. Segundo a gerente, lá os pacientes com casos suspeitos de dengue são encaminhados até um anexo ao hospital onde recebem hidratação e cuidados adequados. “Assim, os profissionais do pronto-socorro atendem os demais problemas e os profissionais dessa central focam só com cuidado de pacientes com a doença”, explicou.

Segundo o secretário de saúde do município de Corumbá, Rogério dos Santos Leite, o atendimento ao paciente vai além da unidade. “Se ele é liberado, volta no dia seguinte para ser reavaliado, os agentes de saúde também vão à casa do paciente para saber como ela está, é uma forma de não perder o paciente ”, disse Leite.

Fonte:CE

Pax Primavera