Diferente da decisão do Ministério da Saúde, MS decide reduzir para 4 meses o intervalo para dose de reforço

Mato Grosso do Sul segue calendário próprio para a aplicação do complemento da imunização contra Covid. De acordo com a secretaria estadual de Saúde (SES), o intervalo para a imunização com a dose de reforço foi reduzido para quatro meses no estado.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, enfatizou que a aplicação da dose de reforço é importante para a continuidade do combate à pandemia de Covid-19. “A dose de reforço tem como objetivo amplificar a resposta imune de quem já completou o esquema vacinal. É de extrema importância que a população compareça para tomar a sua dose de reforço”, completou.

Antes mesmo da diminuição do prazo em âmbito nacional, Mato Grosso do Sul já praticava menor intervalo entre a dose de reforço e a 2ª. Para especialista, a diminuição de tempo entre as doses não deve ser vista como preocupação.

A infectologista Andyane Tetila acredita que a antecipação é uma forma de blindar a população de novas infecções, até mesmo de novas variantes do coronavírus.

“Então, o que foi visto, uma preocupação do surgimento de novos casos. É uma preocupação maior. Temos que gerar uma proteção maior, para não ter maiores riscos. Muito importante que as pessoas que estão recebendo são aquelas de risco”, descreve a infectologista.

A médica também vê a diminuição do intervalo como uma possibilidade de diminuir o surgimento de surtos de Covid. “Alguns casos começaram a surgir, surtos, e nos preocupou bastante em relação a novos casos. Blindar a população é uma preocupação maior. Antecipando a terceira dose é uma forma de garantirmos maior segurança neste final de ano”.

A infectologista Priscila Alexandrino compartilha da análise de Tetila. “É uma questão preventiva”. Além de ser assimilado como uma forma de prevenção, a médica vê que a antecipação da terceira dose é uma possibilidade para as pessoas que já se vacinaram se protegerem, em contraponto daquelas que recusam a imunização.

“As pessoas vão ter uma imunidade mais rápida. Blindar a população mais vulnerável. Temos alguma porcentagem da população que não quer se vacinar, seja por qual motivo for. A antecipação ajuda a aumentar a proteção destas pessoas que seguiram a ciência e se imunizaram. Nós vamos aumentar o ciclo de imunização”, pontua Alexandrino.

Por: G1 MS

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