Dois militares venezuelanos desertam pela fronteira com o Brasil

Dois sargentos entraram em Pacaraima (RR) na noite de sábado, e estão alojados em um abrigo destinado a refugiados venezuelanos.

Dois militares da Guarda Nacional Bolivariana desertaram pela fronteira da Venezuela com o Brasil. São dois sargentos, que chegaram na noite de sábado e estão alojados no abrigo para refugiados de Pacaraima, disse o coronel do Exército brasileiro Georges Feres Kanaan neste domingo (24).

O dois sargentos são os primeiros militares venezuelanos a desertar do regime de Nicolás Maduro pela fronteira brasileira. No sábado, mais de 60 abandonaram o próprio país para a Colômbia, em uma dia de confrontos entre apoiadores do presidente venezuelano e opositores que deixou ao menos 3 mortos e centenas de feridos.

“Estamos aqui no posto de triagem da Operação Acolhida e ontem à noite dois militares da guarda nacional venezuelana se apresentaram como refugiados”, disse Kanaan, que é coordenador-adjunto da Operação Acolhida, voltada a receber os venezuelanos que deixam o país vizinho em direção ao Brasil.

Segundo Kaan, os dois militares estavam uniformizados e entraram no Brasil a pé, por um local não identificado, e pediram refúgio. “Nossa preocupação foi o acolhimento, para eles sentirem que estão sendo acolhidos. O tratamento dado a eles é como para qualquer outro solicitante de refúgio”, disse.

Os dois militares, que estavam desarmados, disseram a autoridades brasileiras que decidiram desertar após os confrontos de ontem entre venezuelanos e soldados da guarda nacional na fronteira com o Brasil, e após conflitos em Santa Helena de Uairén, que deixaram 3 mortos segundo um a médica venezuelana.

Os desertores afirmaram às autoridades ainda que outros militares venezuelanos pensam em fugir do país.

Militares venezuelanos entraram na noite de sábado e estavam fardados e pediram refúgio, diz coronel Kaan, do Exército Brasileiro — Foto: Emily Costa/G1 RR

Militares venezuelanos entraram na noite de sábado e estavam fardados e pediram refúgio, diz coronel Kaan, do Exército Brasileiro — Foto: Emily Costa/G1 RR

Fonte:G1 RR

Pax Primavera