Em junho, reserva indígena de Dourados registra média de um assassinato a cada dois dias e meio

Somente em junho foram registrados na área 6 assassinatos; os mais recentes foram de um homem e seu sobrinho na noite de sábado.

A reserva indígena de Dourados, que tem a maior população indígena do país, com cerca de 13 mil habitantes, vem enfrentando uma escalada da violência nos últimos dias. Somente em junho foram registrados na área 6 assassinatos. A média entre o dia 1º e o dia 15 é de um homicídio a cada dois dias e meio.

O mais recente caso aconteceu na madrugada deste sábado (15) na aldeia Jaguapiru, que integra a reserva junto com a aldeia Bororó. Tio e sobrinho foram assassinados quando se dirigiam a um bar. Veja abaixo o histórico da escalada da violência neste mês:

Diante desse quadro, lideranças indígenas da região vêm a Campo Grande nesta segunda-feira (17) para se reunir com o Ministério Público Federal (MPF) e possivelmente com o governo do estado, para pedir aumento do policiamento na região.

Segundo o MPF, não somente a reserva de Dourados, mas as comunidades indígenas do sul do estado estão vivenciando uma escalada sem precedentes nos índices de criminalidade, muito em função do consumo exagerado de drogas e álcool, ao passo em que o policiamento ostensivo e repressivo não acompanha esse cenário.

Desde 2015, o MPF tem uma força-tarefa de procuradores, a Avá Guarani, que investiga casos de violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul.

No ano passado o MPF e as defensorias Públicas da União e de Mato Grosso do Sul ajuizaram ação civil pública para que os governos federal, estadual e municipal fossem obrigados a implementar políticas públicas de enfrentamento ao uso de drogas na reserva de Dourados.

Fonte;G1

Pax Primavera