Estado com menos mortes, MS descarta afrouxar isolamento

governador Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul

Azambuja pede fim de excessos de ‘todos os lados’ e diz que não concederá reajuste a funcionalismo

Com 642 casos confirmados e 16 mortes, menor incidência entre todos os Estados do país na pandemia, Mato Grosso do Sul descarta afrouxar a política de isolamento social diante dos bons resultados. As aulas na rede escolar tiveram retorno adiado desta semana para 30 de junho e o funcionalismo ainda não tem data para voltar do regime de teletrabalho no funcionalismo, suspendemos aulas presenciais, criamos uma plataforma digital para oferecer 70 serviços aos cidadãos.

Também instalamos 17 barreiras sanitárias nas divisas do Estado e fechamos fronteiras com Bolívia e Paraguai, além da suspensão de visitas aos presídios.

Azambuja: Estamos com 613 casos confirmados – há 25 pessoas internadas – e 16 óbitos. Temos 296 leitos de UTI disponíveis na rede pública e na rede privada que contratamos. Desses, oito estão ocupados hoje. Ainda é uma situação relativamente confortável, mas com trajetória ascendente. Há um total de 800 leitos clínicos. Temos um hospital de campanha pronto em Campo Grande, ao lado do hospital regional de referência, mas só vamos colocá-lo em funcionamento quando atingirmos 70% de ocupação.

Azambuja: Mato Grosso do Sul tem uma extensão territorial ampla e densidade demográfica baixa, com exceção de Campo Grande. Há cidades do interior que nos preocupam hoje mais do que a capital. Em Guia Lopes da Laguna, tivemos o maior volume de contaminados devido à contaminação em um frigorífico local. De uma população de 10 mil habitantes, 92 foram infectados. Muitos se contaminaram compartilhando tereré [espécie de chimarrão gelado típico da região]. Agora há “lockdown” e um controle muito restrito. Não proibimos atividades produtivas. Conseguimos montar protocolos de segurança no setor industrial e na agroindústria. Houve diminuição, mas não paralisia.

Azambuja: Hoje mesmo [segunda-feira] tive reunião com o centro de operações especiais e nossa posição é de redobrar a cautela. A volta às aulas estava prevista para 18 de maio e acabamos de prorrogar para 30 de junho. Vamos manter a vigilância e o isolamento, especialmente por causa dos idosos. Se olharmos o mapa de óbitos em Mato Grosso do Sul, só temos duas pessoas abaixo de 60 anos – ambas com doenças pré-existentes.

Azambuja: Não é o caso de afrouxar os protocolos. Temos bons resultados. Ainda há lugares com crescimento exponencial [de casos]. Agora é hora de manter a vigilância e o isolamento.

Fonte:Valor

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