Marcelo Crivella pede a São Pedro que não chova no Rio no réveillon

Em visita ao palco em Copacabana, prefeito diz ter esperança no futuro e convoca carioca a celebrar

O prefeito Marcelo Crivella visitou, na tarde deste domingo, as instalações para o réveillon de Copacabana. Animado para a chegada do novo ano, ele fez um apelo a São Pedro para que não chova na hora da virada.

Todo mundo sabe que sou pastor evangélico, mas faço aqui um apelo. Não teve (convênio) com Cacique Cobra Coral (entidade que teria a capacidade de controlar o tempo), mas peço a São Pedro para que não deixe chover no Rio de Janeiro, que não tenha uma tempestade não só agora mas em todo o verão — disse ao lado da primeira-dama, Sylvia Jane Hodge.

O prefeito disse que vai passar a virada em oração.

— Vou pedir a Deus para que esse ano a gente possa dar conta de todo mundo que venha bater a porta dos hospitais, clínicas e postos de saúde, que a gente não deixe de servir esse um milhão de refeições que oferecemos às nossas crianças. Que não tenhamos tempestade de verão, nem epidemia de dengue — afirmou, lembrando, ainda, dos garis, guardas municipais e até dos policiais militares.

Marcello Crivella disse ainda que 2017 foi um ano dificil, mas que estamos terminando de maneira muito positiva.

— Estamos mostrando ao Brasil e ao mundo tem que nos cariocas somos capazes de superar nossas crises, enxugar nossas lágrimas. Tivemos muitas crises, foram muitas coisas a lamentar, nas o futuro se enche de esperança e eu convido a todos os cariocas a celebrar. Que seja uma virada não só do calendário, mas uma virada daquelas páginas tristes, de uma política corrupta, maliciosa, uma virada na violência e no desemprego.

BALANÇO DO PRIMEIRO ANO DE GOVERNO

O prefeito aproveitou ainda para fazer um balanço de seu primeiro ano à frente da administração municipal, e comentou a reportagem de O GLOBO deste domingo que checou as 54 promessas de campanha.

Nós temos quatro anos de mandato e essas 54 promessas para os quatro anos. Neste primeiro ano foi arrumação de casa. Nós recebemos o Rio com R$ 4 bilhões de contas para pagar. Além disso, 350 mil cariocas nos últimos dois anos perderam emprego com carteira assinada. Nossos hospitais receberam muito mais pessoas que agora estão sem plano de saúde. As escolas receberam crianças que vieram da rede particular. Nós conseguimos virar o ano sem greve de servidores, nem professores, nem garis. Não atrasamos um mês o salário, sequer o 13°. Não tivemos hospitais fechados, não tivemos crise da dengue, nem inundação da cidade, de tal maneira que nós temos mais a comemorar do que estas tantas promessas que ainda temos três anos para cumprir.

O grande movimento de turistas, a ocupação de 97% da rede hoteleira e a chegada de mais de 90 navios no Porto do Rio foram motivos de comemoração. Segundo o presidente da RioTur, Marcelo Alves, 80% dos turistas que estão na cidade são brasileiros, principalmente paulistas e mineiros. Segundo ele, a estratégia utilizada pela prefeitura foi justamente atrair, diante da crise, o público brasileiro para a cidade maravilhosa.

— A crise acabou nos ajudando, porque os brasileiros deixaram de ir para fora. Nós sabíamos que os brasileiros não viajariam para fora e apostamos nisso — concluiu.

Fonte:O Globo

 

 

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