Polícia deflagra 3º fase da Dark Card e cumpre mandados em Mato Grosso do Sul

(Henrique Arakaki, Midiamax)

Na segunda fase, dois mandados de prisão foram cumpridos

A Polícia Civil com o apoio do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), cumpre mandados na terceira fase da Operação Dark Card em Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (30). Na segunda fase, dois mandados de prisão foram cumpridos.

A operação é em apoio a Polícia Civil de Rio Brilhante e o número de mandados que serão cumpridos não foram revelados, nem se algum alvo já teria sido preso. Em Campo Grande, policiais foram a dois endereços. Na segunda fase, um ex-funcionário da prefeitura de Nova Alvorada do Sul e um empresário foram presos no dia 14 outubro deste ano.

A prisão do empresário, alvo da operação, aconteceu em Campo Grande, em um apartamento próximo ao shopping. A primeira fase da operação aconteceu no dia 30 de setembro. Foram cumpridos dois mandados de prisão, além do sequestro de bens, com apreensão de veículos, joias e bloqueio das contas bancárias. Foi descoberto um desvio de R$ 1 milhão e 400 mil da prefeitura de Nova Alvorada do Sul, com abastecimentos simulados, em 2020, e de R$ 330 mil em três meses deste ano, na prefeitura de Rio Brilhante.

O esquema

Os cartões eram passados reiteradamente sem que houvesse qualquer abastecimento, o que foi confirmado durante a investigação com a análise do rastreador da frota veicular de Nova Alvorada do Sul, a qual não percorreu o percurso necessário para consumir o combustível pago pela prefeitura. 

Também foi verificado pelos extratos dos gastos com a frota que eram inconsistentes de algumas secretarias com o cartão genérico, ficando constatado o prejuízo de R$ 1,4 milhão de reais aos cofres públicos. 

Primeira fase

Na primeira fase, já haviam sido cumpridos três mandados de prisão em Rio Brilhante, onde foi constatado um prejuízo de mais de R$ 1,8 milhão, nas duas prefeituras. 

Foi representada pela prisão preventiva dos suspeitos, busca domiciliar e indisponibilidade dos bens para ressarcir o erário, sendo todas as medidas deferidas judicialmente. 

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