
A Polícia Federal deflagra nesta quarta-feira (4/11) a Operação Ifrit, para combater uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a grupos criminosos, com participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.
Segundo a PF, o grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. De acordo com as investigações, a organização utilizava armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais.
A organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros. As investigações apontam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente à Espanha e a Portugal.
No âmbito da Operação Ifrit, foram autorizados pela Justiça de Campo Grande 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.
A operação cumpre medidas judiciais em Mato Grosso do Sul e em outros seis estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.